Esperança esperançosa

Dizem. A esperança é a última que morre. Mas, ela não morre de verdade. Fica hibernando para renascer todo dia novo. Nublado ou chuvoso produzindo introspecção, desânimo. Então, vem o Sol, radiante, iluminando tudo à sua frente e fazendo a esperança brilhar.

Ela aflora, se pinta e se perfuma. Se veste de felicidade e espalha alegria. Invencível, imortal. Forte como um dia de Verão. E segue seu destino.

Esperança é como sobrancelha: cada um tem a sua. Ou as suas, no caso”: “E, como as sobrancelhas, também pode ser moldada.”

Quem gosta de sol, tem a esperança de que a chuva passe logo. Quem sofre com a seca, torce pela chuva. Por isso, é difícil conciliar: a esperança de um pode ser a desesperança de outro. E aí haja empatia para conciliar os anseios contraditórios. Mas o importante é que nada é para sempre: se chove, um dia o sol volta a brilhar radiante; se a aridez impera, um dia a chuva vai chegar, ainda que não com a intensidade e o volume que se deseja.

Esperança é, no fundo, um estado de espírito. Olhe no espelho, tenha esperança de sorrir, e sorria. Tenha esperança de chorar e quem sabe um assomo de lágrima brilhe em seu rosto. Esperança nem sempre é realização. Mas o desejo é força. Ainda que não se realize, pode ter certeza de que está alimentando sua alma.

Imagine se alguém nunca teve vontade de um dia melhor, um ano menos ruim (que este agora é difícil não ter), uma sociedade mais igualitária, menos maldosa. E o desejo de que a mulher amada tenha o mesmo sentimento por você. Isso sem falar em coisas comezinhas, como ganhar na loteria e distribuir para família, amigos e necessitados possíveis. Viva a esperança!

Esperança, para os religiosos, é a segunda das três virtudes teologais, ao lado da fé e da caridade. Também é a crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal.

Tem quem acredite que esperança, como o radical da palavra indica, significa esperar.

Esperar é bom, mas é preciso dar uma ajudazinha para ter a confiança de algo bom vai se realizar. É preciso, por exemplo, plantar uma árvore para ter a esperança de que um dia ela produzirá sombra e até mesmo frutos. Cultivar uma roseira pode proporcionar o perfume que as rosas oferecem, no devido tempo.

Vencer, crescer e torcer por dias melhores também requer uma certa perseverança. Para encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris primeiro precisamos esperar o fim da chuva.

É esperar para ver!

Texto colaborativo:

Luiz Padovani, Marco Antonio Zanfra e Nereu Leme

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