Categoria Histórias Reais

Lembranças (ou lambanças) de outros carnavais

Se eu gosto de Carnaval? Olha, não tenho nada contra! Durante anos, cobri pela Folha de S. Paulo os desfiles das escolas de samba, que então ocorriam na avenida Tiradentes, e vibrava com isso. Curtia as escolas, curtia os enredos, decorava o…

Um Carnaval de pancadaria

Oi abre alas que chegou Nega Fulô e chegou de verde e branco espalhando seus encantos como a filha de Nagô. A letra do samba-enredo da escola Camisa Verde e Branco, Essa tal Nega Fulô, pedia ao povo amontoado ao…

Como se houvesse amanhã

Manhã qualquer de abril de 2020. O despertador do celular toca, como de costume, reviro na cama, tento cochilar mais um pouco, durmo mais meia hora. Acordo assustado, com a sensação de que perdi a hora do trabalho, do meu…

Pânico na calçada

A princípio, pensei que fosse como a Influenza A (H1N1), de 2009. Em abril daquele ano, matou mais de 100 pessoas no México e, provavelmente, havia 1.500 infectados em todo o mundo, segundo a Wikipedia. Mesmo com a vacina já existindo,…

Preso na gaiola

O cartaz do VI Salão Internacional do Humor de Piracicaba, do longínquo ano de 1979, trazia um desenho mostrando um pássaro dentro de uma gaiola, com a porta aberta, olhando desconfiado para o lado de fora e avaliando o risco…

Pousada no Sul

Quando eu era pequeno, morando em Sampa, meus avós sempre lembravam, com terror, da Gripe Espanhola, que infernizou o mundo. Foram 3 anos de pandemia – de janeiro de 1918 a dezembro de 1920. Pior que agora, não havia sequer…

Para o meio do mato

Fugi da cidade grande. Saí correndo de São Paulo, por causa do vírus. Morava no bairro do Campo Belo, numa caixinha apertada. Deixei um espaçoso apartamento em Moema para ir morar num studio. Queria uma vida mais simples. O chamado…

Assim na terra como no céu

Se o estimado leitor já teve a ousadia de comentar, perto de alguém, que tem um certo temor de entrar num avião e sentir-se tranquilo olhando a paisagem nas nuvens a doze mil pés de altura, certamente deve ter ouvido…

Eu, escória do jornalismo

No início de minha carreira, no final dos anos 1970, após ter passado pela revisão do Grupo Folhas e pela Folha Metropolitana, de Guarulhos, retornei à Agência Folhas para trabalhar no plantão da madrugada, da 1 às 7 da manhã.Nossas…

O fotógrafo abre-alas

Tínhamos na redação da revista Agora! (Editora Três, 1984-1985) um fotógrafo (cujo nome não vou citar) que usava uma artimanha, uma espécie de jogo de palavras, para franquear nossa entrada em locais onde normalmente a imprensa não era bem-vinda, especialmente em prontos-socorros…