Categoria Crônicas

Será?

Se é verdade que depois da tempestade vem a ambulância, 2021 deve ser o ano da redenção. Depois do que passamos em 2020 – ou ainda estamos passando, já que esta joça ainda tem mais de um mês pela frente…

Quem faz o que quer…

As pessoas merecem respeito –  ou desrespeito – não importa o seu status. Quem nunca teve vontade de mandar o chefe, uma autoridade ou o garçom do boteco catar coquinho? O garçom, acredito que muitos já mandaram. Agora, o chefe…

Se está na internet é porque é verdade

Fiquei sabendo por um desses aplicativos que vicejam no Facebook que vou viver até os 127 anos. O algoritmo até definiu a exata data de minha morte – 20 de maio de 2083 – e quais serão minhas últimas palavras:…

Morrer dormindo

Dos jornais: “Sean Connery morreu enquanto dormia.” Portanto, sem sofrimento. É por aí: não tenho nenhuma pesquisa que confirme esse dado, mas creio que a maioria de nós gostaria de morrer assim: dormindo. Alheio ao que seria a transposição ao…

A procura do sumido

Já vivi muitas vidas numa vida só. Corri atrás do passado. Vi o futuro avistar minha porta. Um dia o novo vai vingar. Sou pronto. A vida provocou tal situação. Não posso duvidar. Procuro o sol. Caio na água quando…

Apelidos

Minha amiga Camila postou no Instagram uma foto com sua gata e chamou-a de “dona Chacrona debochada…” Estranhei e perguntei: “O nome dela não era Craco?” Camila confirmou, mas ressalvou: “Chacrona é o apelido.” Fiquei pensando: por que a gente…

Todas as vidas importam

Há anos, procuro a alma dos mais amados, sumidos no mundo pós-vida: vovó Cora, papai Rúbio, tios, primos, amigos. Sinto a aura, mas não consigo tocá-los.  Histórias antigas passam por mim, como a luz do sol. Dão calor, a cada…

Tô indo pra Nárnia!

Levo na bagagem somente o que ouso e posso carregar; o resto são pérolas, palavras ao vento, que não dou aos porcos. Eles que cacem seu próprio alimento… Nada sei quanto aos demais, mas eu cansei. Basta de dar com a…

In dubio…

Tive um sonho. Ou melhor, um pesadelo. Talvez por causa dessa indefinição sombria de nosso presente/futuro político, onde proliferam obscurantismos e retrocessos, foi um sonho muito vívido. Mas, voltando à linha principal da narrativa, tive um pesadelo. Nele, nós estávamos…

Meu herói!

Tive de chegar mais perto para descobrir que aquele objeto meio disforme boiando na piscina era uma borboleta. Ela estava imóvel, pousada levemente sobre as águas, as asas em pandarecos. Calculei que suas asas destruídas, como roupas velhas corroídas por…