Escritor

Confesso que sempre fiquei meio cheio de dedos antes de colocar a condição de ‘escritor’ diante de meu nome, quando preencho algum formulário ou me identifico nas redes sociais. O mesmo não acontece com ‘jornalista’, claro: afinal, apesar de não…

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Mensagens do Além

Conheci um cara em Blumenau, há alguns anos, que foi responsável por algumas dezenas de casamentos durante a vida. Dono de uma espécie de agência de encontros – precursora caipira de aplicativos como o Tinder – ele praticamente cuidava de…

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Leme abandona o barco

Fim do mar. Sei que ele não tem fim. Mas, terminou para mim. Acabou a praia, acabou o sol na areia. Larguei a casa no litoral e entrei no mato. Saí de Bertioga e fui para Guararema. Aproveitei o vaivém…

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Vavá tá na Espanha

Eu era criança e me lembro de uma discussão entre duas mulheres, uma no quintal da própria casa e a outra na rua, do meu lado: “Ah, vá, vá…”, disse a mulher no quintal. “Vavá tá na Espanha!”, retrucou a…

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Recomeçar, sempre!

Como vim parar no Tocantins? Minha mãe, Vicência, esteve na segunda edição do Salão do Livro do Tocantins, representando a homenageada do ano anterior (2005), minha avó, Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, conhecida como Cora Coralina.Voltou para São Paulo…

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Ora pronomes…

A língua portuguesa parece um terreno irregular, que lhe obriga a andar prestando atenção onde pisa que é pra não “pisar” de fato. Verdade… quando falamos ou escrevemos sem prestar atenção aos detalhes escondidos da gramática, corremos o risco de…

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Tempo, tempo

O tempo passa. O tempo voa. Reparem: hoje e domingo, amanhã é quarta-feira, e depois de amanhã é domingo de novo. Você nem sente. Se tem uma certa idade e está aposentado – como eu, por exemplo – sente menos…

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Saturday night fever

O título pode sugerir festa, agito – quem sabe um rodopio e alguns volteios com John Travolta sob luz estroboscópica, ao som contagiante dos Bee Gees dos anos 70 – mas não se deixem enganar: o meu ‘fever’ aí em…

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De onde viemos, afinal?

Fui uma criança solitária, morando na roça até os meus seis anos, mais ou menos. Algumas vezes lembro de ter perguntado à minha mãe como foi que eu vim parar neste mundo. Cansei de ouvir a resposta. Com ela não…

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Datilografia

Ela não percebia, mas os dedos de sua mão esquerda faziam movimentos ritmados e sequenciais durante o sono. Era como um exercício digital de memorização, imprimindo continuamente as letras A, S, D, F e G nas costas fartas do marido…

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Manias 

Quero começar esta crônica com Sérgio Chapelin. Entram os acordes de “Freedom of Expression” da famosa desconhecida banda “The J. B. Pickers” e uma computação gráfica formando o logotipo do Globo Repórter. Entra o Chapelin fazendo suas mãos dançarem no…

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A bíblia safadinha

Conta a lenda que, na época em que a Aids ainda era uma doença pouco conhecida – a ponto de lhe atribuírem a capacidade de ser disseminada apenas entre os homossexuais, o que lhe valeu o epíteto de ‘peste gay’,…

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