Limitações

Tive um insight ao ver o quadrinho aí de cima com o pai do Calvin – como é mesmo o nome dele? – às voltas com a falta de seletividade da memória. Foi diante desse desenho que me lembrei de que, outro…

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Loucura não tem preço, só valor

Na década de 1970, quando comecei no Jornalismo, na Revisão da Folha, arrumei três amigos. E nos tornamos inseparáveis. Fizemos muitas loucuras juntos, mas todas saudáveis, do tipo que não prejudica ninguém, como roubar pão e leite, na porta das…

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“Mula” sem cabeça

Gonçalo Silveira Santos nasceu em um musseque (favela) de Luanda, Angola, há exatamente 20 anos. Traços negros, pele quase cor de rosa e cabelos loiros, bem crespos. Mestiço, mas no Brasil, erroneamente o tacharíamos de “nego aço” ou “sarará”. Não…

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Redes sociais do Além

Recebi a seguinte mensagem do Instagram na manhã de hoje: “Carles Marti, um dos seus contatos, está no Instagram como @carlesmartihernandez. Gostaria de segui-lo?” Até gostaria, eu poderia dizer… se ele não tivesse morrido há três anos. O problema é…

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O boteco do Zé fechou

Logo que a pandemia acalmou, Beto saiu correndo para tomar umas no Boteco do Zé. Chamou um Uber e lá se foi encontrar amigos e frequentadores que não via há quase dois anos. Tava fechado com um bilhete do Zé…

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Loucura pouca é bobagem

Disse um cara que conheço: “Só vem para o Tocantins quem é louco ou veio à força.” “Pôxa, não vim forçada nem sou louca!” “Então, por que veio?” “Minha avó me chamou. Só que ela morreu há 21 anos.” “Taí…

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O Brasil que tá osso

Ainda bem que hoje vou chegar cedo para a fila do osso. Não são nem quatro da matina, o galo do seo Juca nem cantou e já estou de pé. Na pressa, atropelo o coitado do Zeca, meu maninho, que…

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Na fila do bandejão

O ambiente era ruidoso, mas, durante alguns recortes de silêncio, era possível ouvir seus reclamos: ooouhmmm! krrrmmmooomm! mmrraaaammmooouu! Se houvesse um tradutor para roncares de estômagos famintos, talvez desse para entender banana flambada au cognac! medalhão de filé mignon ao molho madeira!…

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Quero ser Eu

Sou o que sou, mas não o que gostaria de ser. Talvez nem mesmo o que deveria ser. Sonhos, desejos, ilusões. No passado, o futuro era promissor para alguns. Nem tanto para outros.
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Agente secreto vira jornalista

Matuto do interior. Assim era meu pai. Inteligente, mas com pouca instrução, achava que era melhor começar a trabalhar logo, ao invés de estudar, como fizeram seus irmãos, pais e avós. Também, no meio do mato não havia muito o…

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De padre a escritor

Se vissem o lugar de onde sai, com certeza, imaginariam que eu seria um capinador do cafezal alheio, como meu pai, um retireiro – para os da cidade, o camarada que cuida do gado leiteiro – ou um peão, responsável…

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Brincadeiras e mistérios

Quando era criança eu queria ser criança e dançar na Gincana Kibon e ser aluna da Maria Olenewa e dançar “A morte do cisne”, e morrer tragicamente num gesto de nunca mais, naquele palco que eu desconfiava ser o mesmo…

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